segunda-feira, janeiro 31, 2011

Caso Cutrale: trabalhadores sem-terras são inocentados e processo é arquivado


publicada sexta-feira, 28/01/2011 às 14:48 e atualizada sexta-feira, 28/01/2011 às 14:55

por Juliana Sada

Em janeiro deste ano, a Justiça decidiu pela libertação dos trabalhadores sem-terra acusados de praticar crimes durante a ocupação de uma fazenda pertencente à empresa Cutrale, produtora de suco de laranja. Além disso, o processo foi arquivado pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

De acordo com o desembargador Luis Pantaleão, em seu relatório, não havia indícios que ligassem os acusados aos crimes alegados. Além disso, o desembargador citou problemas no processo. A prisão preventiva foi decretada antes do recebimento da denúncia e ainda com a investigação em curso, para o desembargador não havia indícios de que os acusados trariam algum empecilho ao processo. O encarceramento foi baseado também na suposta “imoralidade” dos trabalhadores, acusação que não sustenta a prisão preventiva.

Já o processo foi trancado por inépcia da denúncia, ou seja, por não possuir os requisitos legais para instauração de um processo.

A ocupação

Em setembro de 2009, cerca de 250 famílias ocuparam uma fazenda pertencente à Cutrale, para denunciar a grilagem de terras pela empresa. De acordo com o MST, a área ocupada pertence à União e a Cutrale estaria se apropriando ilegalmente da terra. A ocupação durou doze dias, entre 28 de setembro e nove de outubro, e terminou por ordem judicial.

O episódio teve intensa repercussão na mídia, sobretudo por conta da derrubada de pés de laranja da fazenda pelos manifestantes, como forma de protesto.

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sexta-feira, janeiro 28, 2011

CONTRA A CONSTRUÇÃO DA USINA DE BELO MONTE

 

Caros amigos de todo Brasil

 

PSOL CONTRA A CONSTRUÇÃO DA USINA DE BELO MONTE , E A FAVOR DA VIDA DO POVO XINGÚ

Chegou a hora de agirmos! O governo acaba de aprovar uma licença “parcial” que libera aderrubada de árvores para iniciar o canteiro de obras para a construção da usina de Belo Monte.

Somente uma mostra da indignação geral de brasileiros de todo o país conseguirá persuadir ela a revogar a licença. Nós sabemos que a pressão funciona! Se um número suficiente de pessoas ligarem para a Dilma, poderemos ajudar a proteger a nossa preciosa floresta e conseguir a revogação da licença ilegal. Se não agirmos, a floresta começará a ser derrubada, a construção dos canteiros de obra iniciará e ficará cada vez mais difícil reverter esse quadro.


Vamos inundar o gabinete da Dilma com telefonemas hoje, mostrando que estamos atentos e prontos para impedir a destruição do Rio Xingu.



Só leva alguns minutos.


Ligue para o gabinete da Dilma agora: (61) 3411.1200, (61) 3411.1201 ou (61) 3411.2403



Veja algumas sugestões do que falar ao telefone. Lembre-se de se apresentar e ser educado:

  • Peça a revogação imediata da licença parcial concedida esta quarta-feira e pare o andamento do projeto

  • Cite a renúncia do Presidente do IBAMA e o processo do Ministério Público Federal declarando a ilegalidade da licença

  • Peça investimento em eficiência energética e fontes verdadeiramente limpas que não causam uma devastação ambiental

  • De acordo com a lei brasileira e internacional, o governo tem a obrigação de proteger os direitos básicos das populações indígenas e comunidades locais

  • Mencione a petição para parar Belo Monte com mais de 385.000 nomes, dizendo que esperamos que ela ouça a população

Duas semanas atrás o ex-Presidente do IBAMA renunciou ao cargo, se recusando a ceder a pressão política para emitir a licença de construção de Belo Monte. Mas o governo rapidamente apontou Américo Ribeiro Tunes, um substituto leal que caladamente assinou a licença pouco depois de assumir o cargo.


Porém, a pressão está aumentando por vários lados. O Ministério Público Federal no Pará está comprometido a entrar na justiça para parar Belo Monte, líderes indígenas estão voando do Pará para se reunir com o governo e a nossa petição de 385.000 nomes será entregue em Brasília.



Vamos mostrar a nossa indignação! Ligue para o gabinete da Dilma agora: (61) 3411.1200, (61) 3411.1201 ou (61) 3411.2403. Juntos nós podemos proteger a Amazônia. Depois de ligar escreva para portugues@avaaz.org para contarmos o número de ligações.

Para fortalecer a nossa ação, ligue também para a Ministra do Meio Ambiente, Isabela Teixeira: (61) 2028-1057 or (61) 2028-1289, peça para ela parar de se omitir, fazer o seu trabalho e impedir este desastre ambiental.

Com esperança,

Luis, Alice, Graziela, Ricken, Ben, Maria, Pascal e toda a equipe da Avaaz

PS. Se você ainda não assinou a petição contra Belo Monte, assine aqui: http://www.avaaz.org/po/pare_belo_monte/?vl

Fontes:

MPF vai à Justiça contra licença precária de Belo Monte:

http://www.prpa.mpf.gov.br/news/2011/mpf-vai-a-justica-contra-licenca-precaria-de-belo-monte

MPF questiona licença de Belo Monte na Justiça:

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110128/not_imp672110,0.php

Belo Monte: licença parcial não existe:

http://oglobo.globo.com/economia/miriam/posts/2011/01/27/belo-monte-licenca-parcial-nao-existe-359392.asp

ONGs protestam e chamam licença parcial de Belo Monte de crime:

http://www.jb.com.br/pais/noticias/2011/01/27/ongs-protestam-e-chamam-licenca-parcial-de-belo-monte-de-crime/

Reação em cadeia contra a licença a Belo Monte:

http://colunas.epocanegocios.globo.com/empresaverde/2011/01/27/reacao-em-cadeia-contra-a-licenca-a-belo-monte/

Apoie a comunidade da Avaaz! Nós somos totalmente sustentados por doações de indivíduos, não aceitamos financiamento de governos ou empresas. Nossa equipe dedicada garante que até as menores doações sejam bem aproveitadas – clique para doar.

BELO MONTE.......

MINISTERIO PUBLICO DIZ QUE LICENÇA É ILEGAL 

 
A decisão já teve forte repercussão, o Ministério Público Federal no Pará declarou que a licença é ilegal e não poderia ser emitida sem o cumprimento das condicionantes ambientais. Mas a Presidente Dilma está se fazendo de surda.

terça-feira, janeiro 25, 2011

Plínio critica aumento de salários de congressistas

Reunião PSOL BOTUCATU


Sábado dia 29 de Janeiro as 15h00min
Rua João Passos, nº 919, Centro, Botucatu-SP

CONVOCATÓRIA PARA ATIVIDADES EM DEFESA DE CESARE BATTISTI

     Qual o significado do caso de Cesare Battisti para as diferentes lutas sociais no Brasil? O que motiva a perseguição do escritor italiano pelos seus inquisidores? Que consequências ela acarreta para o direito à organização dos explorados, a esquerda brasileira, demais setores progressistas e todo o ambiente democrático do país?

     É sabido que Lula, no último dia de seu mandato, negou a extradição de Cesare Battisti para a Itália. No entanto, este continua preso há quase 4 anos no Brasil por uma arbitrariedade do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Cezar Peluso e o relator do caso, ministro Gilmar Mendes, alegam agora que terão de avaliar a resolução que eles mesmos deixaram para Lula, antes de expedirem o alvará de soltura, prorrogando, assim, indefinidamente a libertação de Battisti. Diversos juristas brasileiros denunciam essa manobra e alertam para o seu caráter ilegal e ditatorial. O advogado de Battisti afirma estarmos diante de 'uma espécie de golpe de Estado'.

     O 'caso Battisti' é eminentemente político e seu desfecho dependerá da correlação de forças entre a crescente onda conservadora (no caso da Itália, neofascista) e os que lutam pela defesa e pelo aprofundamento da democracia. Ou seremos ingênuos a ponto de acreditar que a sanha com que acusam de 'terrorista' este lutador do passado não se estenderá a nós, os lutadores de hoje, e aos que vierem depois de nós?

     Várias regionais pelo país constituíram comitês rumo a uma mobilização nacional unitária para mudar esta correlação de forças. Para nos aprofundarmos sobre essas questões e traçarmos meios de agir conjuntamente, convidamos entidades sindicais, estudantis, de direitos humanos, religiosas, partidos políticos, coletivos ativistas, movimentos sociais e pessoas interessadas a participarem das seguintes atividades:

PROGRAMAÇÃO EM SÃO PAULO

ATO-DEBATE - Cesare Battisti: O que está em jogo na democracia brasileira? -FACULDADE DE DIREITO DA USP Largo São Francisco, 95 (ou Rua Riachuelo, 184) DIA 26/01, ÀS 19H

MANIFESTAÇÃO PÚBLICAE em frente ao CONSULADO ITALIANO Avenida Paulista, 1993 (próximo ao metrô Consolação) DIA 28/01, ÀS 11H Movimento Battisti Livre - SP

sábado, dezembro 18, 2010

PSOL cobra informações sobre entidades envolvidas no escândalo do orçamento

O líder do PSOL, deputado Ivan Valente, o deputado Chico Alencar e a deputada Luciana Genro protocolaram, ontem (14/12), requerimento em que solicitam aos Ministérios da Cultura e do Turismo informações sobre os convênios com as entidades envolvidas no esquema dos desvios de recursos através de emendas parlamentares à proposta orçamentária de 2011.
Reportagens do jornal O Estado de São Paulo denunciaram a existência de emendas parlamentares individuais que beneficiaram entidades fantasmas e empresas de fachadas em nome de laranjas.
As entidades Institutos Renova Brasil, Brasil Sempre à Frente, Planalto Central, Inbraest e Projeto Viver firmaram convênios com os dois ministérios.
O PSOL também solicitou, através de outro documento, acompanhamento e investigação do Tribunal de Contas da União sobre o teor dos convênios.

HELEIETH SAFFIOTI, PRESENTE!


É com muito pesar que escrevemos esta nota de pesar pelo falecimento, no dia 13 de dezembro, de uma das lutadoras feministas de nosso país. Heleieth Iara Bongiovani Saffioti foi pioneira na pesquisa sobre opressão de gênero, atualmente era pesquisadora aposentada da UNESP e do Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais da PUC/SP. Sem sombra de dúvidas ela deixa uma enorme contribuição acerca do debate sobre violência contra a mulher e desigualdade de gênero, deixando vasta contribuição sobre os temas para nós e as feministas que virão.
Saffioti deixa uma trajetória de luta, de irreverência e de um exemplo a ser seguido pelas feministas do mundo e, sobretudo, referência basilar para as feministas brasileiras.
HELEIETH SAFFIOTI, PRESENTE!

quinta-feira, dezembro 16, 2010

PSOL foi o único partido que votou contra o aumento de salários dos parlamentares

A bancada do PSOL na Câmara dos Deputados foi a única a se manifestar contrariamente ao reajuste que equipara os subsídios dos parlamentares, dos ministros de Estado, vice-presidente e presidente da República. O Projeto de Decreto Legislativo 3036/2010 foi aprovado com votos contrários dos deputados Ivan Valente, Chico Alencar e Luciana Genro e alguns parlamentares de outros partidos.

“Este projeto é demasiado, é de difícil defesa. Ele faz apenas uma equiparação, partindo de uma consideração que entendemos equivocada, pois desconsidera a realidade social brasileira. O PSOL se manifesta com serenidade, com clareza e com convicção. O mais é demasia e exagero, algo insustentável do ponto de vista social e político”, afirmou Chico Alencar.

Pelo projeto, o subsídio mensal é fixado em R$ 26.723,13, a partir de 1º de fevereiro de 2011. Atualmente o valor é de cerca de R$ 16.000,00.

A bancada do PSOL protocolou Projeto de Decreto Legislativo propondo que o reajuste de parlamentares do Congresso Nacional, do presidente e do vice-presidente da República seja feito anualmente, de acordo com o índice de inflação do período.

Brasil é condenado na Corte Interamericana de Direitos Humanos

A Corte Interamericana de Direitos Humanos notificou o Brasil, no dia 14 de dezembro, sobre a sentença do tribunal a respeito do processo movido pelos familiares dos guerrilheiros desaparecidos no Araguaia. Em comunicado, a corte diz que “com base no direito internacional e em sua jurisprudência constante, a Corte Interamericana concluiu que as disposições da Lei de Anistia que impedem a investigação e sanção de graves violações de direitos humanos são incompatíveis com a convenção americana e carecem de efeitos jurídicos, razão pela qual não podem continuar representando um obstáculo para a investigação dos fatos do caso, nem para a identificação e punição dos responsáveis”.

“Após a derrota que significou a decisãodo Supremo Tribunal Federal validando a Lei de Anistia para os torturadores, essa é uma vitória imensa dos familiares e de todos os que lutam pelos direitos humanos no Brasil e no mundo. Agora, o Brasil terá que compatibilizar sua legislação interna aos compromissos assumidos no âmbito internacional. A Lei de Anistia não pode servir de escudo para impedir a investigação e a punição dos agentes públicos que cometeram violações dos direitos humanos durante a ditadura militar.

Confira a nota de imprensa divulgada pela Corte Interamericana de Direitos Humanos:

Sentença do caso Gomes Lund e outros (“Guerrilha do Araguaia”) Vs. Brasil

No dia de hoje, a Corte Interamericana de Direitos Humanos notificou o governo do Brasil, os representantes das vítimas e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos a respeito da Sentença no caso Gomes Lund e outros (“Guerrilha do Araguaia”) versus Brasil. Em sua Sentença, o Tribunal concluiu que o Brasil é responsável pela desaparição forçada de 62 pessoas, ocorrida entre os anos de 1972 e 1974, na região conhecida como Araguaia.

No caso referido foi analisada, entre outras coisas, a compatibilidade da Lei de Anistia No. 6.683/79 com as obrigações internacionais assumidas pelo Brasil à luz da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Com base no direito internacional e em sua jurisprudência constante, a Corte Interamericana concluiu que as disposições da Lei de Anistia que impedem a investigação e sanção de graves violações de direitos humanos são incompatíveis com a Convenção Americana e carecem de efeitos jurídicos, razão pela qual não podem continuar representando um obstáculo para a investigação dos fatos do caso, nem para a identificação e a punição dos responsáveis.

Além disso, a Corte Interamericana concluiu que o Brasil é responsável pela violação do direito à integridade pessoal de determinados familiares das vítimas, entre outras razões, em razão do sofrimento ocasionado pela falta de investigações efetivas para o esclarecimento dos fatos.

Adicionalmente, a Corte Interamericana concluiu que o Brasil é responsável pela violação do direito de acesso à informação, estabelecido no artigo 13 da Convenção Americana, pela negativa de dar acesso aos arquivos em poder do Estado com informação sobre esses fatos.

A Corte Interamericana reconheceu e valorou positivamente as numerosas iniciativas e medidas de reparação adotadas pelo Brasil e dispôs, entre outras medidas, que o Estado investigue penalmente os fatos do presente caso por meio da justiça ordinária.

A composição da Corte Interamericana de Direitos Humanos na adoção desta decisão de 24 de novembro de 2010 foi a seguinte: Diego García-Sayán (Peru), O conteúdo deste comunicado é de responsabilidade da Secretaria da Corte Interamericana de Direitos Humanos. O texto oficial da sentença pode ser obtido em http://www.corteidh.or.cr/docs/casos/articulos/seriec_219_por.pdf.

quinta-feira, dezembro 09, 2010

Giannazi exige explicações do IPESP sobre aplicação no Banco Panamericano


O deputado Carlos Giannazi, no dia 23 de novembro, cobrou diretamente explicações ao superintendente do IPESP, Carlos Henrique Flory, em relação à informações sobre a aplicação de cerca de 40% dos recursos das carteiras dos advogados e cartorários no Banco Panamericano. Na mesma data, o mandato protocolou um Requerimento de Informação na superintendência do Instituto questionando o valor aplicado no banco, de quem é a responsabilidade por esta aplicação e qual a atual e real situação desse numerário, além de esclarecimento sobre o risco de perda desse aporte.

Flory respondeu ao parlamentar dizendo que há um investimento de R$ 10 milhões de cada carteira nesse banco em fundo de investimento, porém, segundo o representante do IPESP, não há risco pois, de acordo com a legislação, caso o banco quebre o dinheiro vai para outro banco gestor.

Giannazi requisitou também uma reunião, nos próximos dias, no Instituto levando consigo pelo menos um contribuinte de cada uma das duas carteiras, na qual serão discutidos os problemas relacionados à falta de informação e de transparência, dificuldade de acesso aos boletos, saúde financeira das carteiras etc.

“Os advogados e cartorários correm ainda um sério risco de perderem os seus recursos e não podem ser penalizados mais uma vez”, argumenta Giannazi referindo-se à legislação aprovada na ALESP que impôs o fim das duas carteiras de previdência. Segundo informações da ADDPA, conselheiros da carteira, em meados de 2009, deliberaram pela manutenção da então política de aplicação no Panamericano e o inconformismo do movimento independente dos advogados ipespianos passa pela falta de participação destes no conselho da carteira e pela ausência de transparência dos atos de interesse dos contribuintes.

Sobre isso Carlos Giannazi lembra que já está aprovada na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa a convocação do superintendente do IPESP para prestar esclarecimentos sobre diversos problemas e denúncias levantadas pelos contribuintes da Carteira de Previdência dos Advogados (Flory foi designado como liquidante da CPA). Diante do agravamento da situação dos contribuintes do IPESP o deputado pedirá celeridade dessa convocação à presidência da Comissão.