quarta-feira, maio 18, 2011

Marinor Brito entra com representação contra deputado

A senadora Marinor Brito (PSOL-PA) protocolou na Procuradoria Parlamentar do Senado representação contra o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) por quebra de decoro parlamentar. A representação foi apresentada ao senador Demóstenes Torres (DEM-GO), procurador da Casa. Na ação, Marinor argumenta que Bolsonaro foi desrespeitoso e a ofendeu em sua feminilidade.
O desentendimento entre os dois parlamentares ocorreu na quinta-feira (12) após a reunião da Comissão de Direitos Humanos do Senado que discutia o PLC 122/06, que criminaliza a homofobia. Durante uma entrevista da senadora Marta Suplicy (PT-SP), relatora do projeto, sobre o adiamento da votação do PLC 122/06, o deputado federal exibiu às câmeras panfletos acusando o governo federal de incentivar a homossexualidade nas escolas. Marinor Brito tentou impedir a exibição dos panfletos e os dois parlamentares acabaram discutindo.
A representação da senadora pede também que a Procuradoria do Senado encaminhe a denúncia à Corregedoria da Câmara dos Deputados e a requisição do vídeo divulgado pela TV Globo sobre o caso. Na próxima semana, o PSOL, partido da senadora, deve apresentar nova representação à Corregedoria da Câmara dos Deputados. Marinor Brito afirma ainda que entrará com ação penal na Justiça pelos crimes de injúria e danos morais.

Randolfe: atitudes de Bolsonaro passam dos limites

[senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP)]
O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), em pronunciamento nesta quinta-feira (12), criticou as atitudes do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) na saída de uma audiência da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). Bolsonaro entregava um panfleto contrário à distribuição em escolas de uma cartilha que se propõe a promover a tolerância a homossexuais quando se desentendeu com a senadora Marinor Brito (PSOL-PA).
Para Randolfe Rodrigues, a ação de Bolsonaro foi uma agressão ao Senado e às senadoras Marinor e Marta Suplicy (PT-SP), relatora do PLC 122/06, que criminaliza a homofobia. Para o senador, "há tempos que esse senhor tem prestado desserviços à democracia brasileira".
- Esse senhor, que se diz deputado, representante do povo de um estado da Federação, e não vou declinar o nome dele, já está passando dos limites na sua conduta no Congresso Nacional - afirmou Randolfe.
 

Resolução do DNPSOL sobre II Conferência Sindical Nacional do PSOL

1. Considerando a situação de ataques aos direitos dos trabalhadores, bem como a escalada de criminalização dos movimentos sociais e o processo de cooptação crescente de movimentos sociais e sindical por parte do governo Federal, o PSOL assume a tarefa de, junto com os sindicatos e movimentos sociais, enfrentar o brutal processo de ataques aos direitos da classe trabalhadora.
2. Como parte deste processo de resistência, o DNPSOL decide pela convocação da 2ª conferência nacional sindical que será realizada na cidade de São Paulo em data a swer definida pela ENPSOL.
3. A conferência se pautará no debate de atuação dos trabalhadores frente aos ataques do governo e do capital aos direitos da classe trabalhadora, além da atualização do debate de reorganização sindical e popular no país, seus desafios e perspectivas.
4. A Secretária de Movimentos Sociais e sindical ficará responsável pela organização estrutural da conferência.
DNPSOL São Paulo, 30 de abril de 2011

sexta-feira, maio 13, 2011

PSOL BOTUCATU APOIA MANIFESTAÇÃO DE ESTUDANTES DA UNESP

O PSOL Botucatu apóia os estudantes da UNESP que estão reivindicando um Restaurante Universitário de qualidade e com custos reduzidos, como os que já existem na USP, UNICAMP e em alguns Campi da UNESP.






Segue abaixo documento elaborado pelos estudantes da UNESP-Botucatu.



Estudantes ocupam administração geral do campus de Botucatu

No dia 11 de maio de 2011, quarta-feira, por volta da uma hora da tarde, os estudantes de todos os cursos da UNESP – Botucatu ocuparam o Grupo Administrativo do Campus (GAC) reivindicando um Restaurante Universitário (RU).

A manifestação começou por volta das 10 horas da manha com uma “volta ao campus” para agregar mais pessoas à luta e dialogar com a sociedade. Após a manifestação ocorreu uma Assembléia Geral com a pauta “ações imediatas” para decidir o rumo da luta pelo RU.

A manifestação superou 350 estudantes e a assembléia contou com aproximadamente 300 pessoas, que votaram pela ocupação do prédio do GAC.

No ato da Ocupação, a polícia invadiu o prédio tentando impedir os estudantes, porém, foram retirados devido a presença da mídia, que cobriu praticamente toda a movimentação, e pelo representante do presidente do GAC, diretor técnico administrativo, que iniciou uma negociação.

Apenas às 14h 36 min os últimos funcionários do GAC se retiraram do prédio, com exceção de dois, porém a polícia ainda ronda o prédio e alguns estudantes estão conversando com o procurador da Unesp.

Há 176 (cento e setenta e seis) estudantes dentro do prédio e só sairemos quando obtivermos uma resposta consensual entre diretoria e estudantes sobre o Restaurante Universitário. Lutamos por um Restaurante NÃO terceirizado, estatal e subsidiado pela reitoria.

Já faz 32 anos que tentamos o R.U por vias burocráticas e estamos CANSADOS!



Área de Vivência/ UNESP - Botucatu

CAVJ - Centro Acadêmico "V de Junho"

CAPS - Centro Acadêmico "Pirajá da Silva"

DAMV - Diretório Acadêmico " Carlos Walter Corrêa" (medicina veterinária)

DAAEF - Diretório Acadêmico de Agronomia e Engenharia Florestal

CAENF - Centro Acadêmico da Enfermagem

Em breve divulgaremos algumas fotos e videos.

Gostaríamos que entidades pudessem enviar moções de apoio em solidariedade à luta dos Estudantes de Botucatu pela permanência Estudantil, como é o caso dos RUs.



sábado, maio 07, 2011

1º Encontro Nacional de Ecossocialistas do PSOL

  Militantes ecossocialista do PSOL de nove estados (RS, SC, PR, SP, RJ, ES,DF, BA e CE) reuniram-se nos dias 1, 2 e 3 de abril em Curitiba (PR) para discutir uma pauta extensa. A crise mundial, movimentos sociais, PAC, grandes projetos como Belo Monte, partido, capitalismo, luta de classes foram temas que envolveu a reflexão dos filiados e simpatizantes do PSOL.
O 1º Encontro Nacional de Ecossocialistas do PSOL contou com uma unanimidade: o evento tem um alcance estratégico para auxiliar a elaboração do partido de um programa alternativo para o Brasil. A busca por alianças sejam táticas ou estratégicas e a percepçao de que a luta ecológica para ser coerente tem que ser anticapitalista é outra conclusão do encontro.
Para Afrânio Boppré, presidente do PSOL e presente ao encontro, “o partido amplia suas capacidades de organização e mobilização com encontro desta envergadura. Precisamos repercutir e ampliar nacionalmente eventos desse tipo”.

sexta-feira, abril 29, 2011

CINE PSOL

         PSOL BOTUCATU APRESENTA


                       CINE PSOL


     
      "Chove Sobre Santiago"



     O filme retrata o golpe militar de 1973 no Chile

         Dia 30/04/11 (sábado), as 17:00 horas

          Rua Hermínio Marcos Calônego, 327
                      (próx. UNIFAC)

           Discussão e debate após a sessão



segunda-feira, abril 18, 2011

Reunião PSOL Botucatu

Quarta, dia 27 de abril de 2011

Local: Rua João Passos, nº 919, Centro, Botucatu-SP


Horário : 20h

quarta-feira, abril 06, 2011

PSOL SE MANIFESTA EM AUDIÊNCIA PÚBLICA

Nós do Partido Socialismo e Liberdade – PSOL - de Botucatu, estivemos presentes na audiência pública promovida pela Campanha da Fraternidade 2011, com o tema “Fraternidade e a Vida no Planeta”. O evento ocorreu no dia 30 de março de 2011 na Câmara Municipal e teve como expositor o professor da F.C.A. Valdemir Antonio Rodrigues. Também compuseram a mesa, dentre outros, o representante da igreja católica pároco José Larusso, além do vereador Lelo e a secretaria municipal do meio ambiente.

Consideramos a iniciativa de convocar uma audiência pública com esse tema, de extrema importância, pois há uma preocupação mundial com as questões ambientais, principalmente quando há ocorrências de tragédias, como as inundações que aconteceram no verão de 2011, sendo a de maior impacto no estado do Rio de Janeiro, e em nossa cidade, com proporções bem menores, tiveram pontos de alagamento próximo a rodoviária. Ao explanarem o assunto, o professor Rodrigues e os demais componentes da mesa, citaram a importância de se preocupar com o lixo, que podem entupir bueiros e a valorização da reciclagem, comentaram superficialmente a importância da educação, mas não houve aprofundamento nesse assunto e nem em outros tantos que fazem parte desse tema e poderiam ser aproveitados nesse debate.

Por nossa cidade estar situada em uma área de APP (área de proteção permanente) nos incomodou não ter sido trazido, pelos expositores, a questão da mudança no Código Florestal, políticas públicas sobre uso racional dos Recursos Hídricos, principalmente industrial e a contaminação do Lençol Freático.

Após a mesa encerrar as explanações, os presentes puderam se manifestar e formularem perguntas.

Aproveitamos a oportunidade e através da fala do militante Gustavo-bilo, fizemos alguns questionamentos, principalmente sobre questão do Código Florestal, com críticas a proposta governista, que no final do ano passado havia sido apresentada pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB- SP) e foi altamente criticado por ambientalista, movimentos sociais, inclusive pelo CFBIO (Conselho Federal de Biologia), por perceber que as mudanças apresentadas, a qual agradou apenas ruralistas e transnacionais que exploram nossos recursos naturais, traria uma enorme catástrofe ambiental ao país, perderíamos biodiversidade e teríamos nossos recursos hídricos ameaçados. As mudanças no código ainda estão sendo discutidas e continuamos nas incansáveis lutas em defesa do meio ambiente, com amparo do deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) e também do ex-deputado estadual Raul Marcelo (PSOL-SP).


Ao final da audiência pública os militantes Roberta Velota (Maha) e Gustavo-bilo conversaram com os presentes e fizeram a distribuição de documento elaborado pela executiva municipal do PSOL contrário a reforma do código florestal, momento em que tivemos a oportunidade de mostrar o verdadeiro papel de um partido de esquerda atuante e que defende o interesse da coletividade em detrimento do individual.

Executiva Municipal de Botucatu do Partido Socialismo de Liberdade

quarta-feira, março 16, 2011

Chico Alencar destaca tema da Campanha da Fraternidade 2011

Em discurso no plenário da Câmara, o líder do PSOL, deputado Chico Alencar, nesta terça-feira 15, destacou o tema da Campanha da Fraternidade 2011: Fraternidade e Vida no Planeta.
Leia a íntegra do discurso.

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados e todo(a)s o(a)s que assistem a esta sessão ou nela trabalham:
Desde 1964 os cristãos brasileiros celebram a Campanha da Fraternidade no período da Quaresma. É tempo de oração, olhar e agir para o próximo, escutar o corpo, o espírito e o psíquico. Num movimento de superação de qualquer dicotomia entre fé e vida, os cristãos convidam toda a sociedade para a reflexão de temas fundamentais.
Este ano a Campanha da Fraternidade tem por tema a fraternidade e a vida no planeta , que como ressalta Dom Orani, Arcebispo do Rio de Janeiro: questiona a nossa vida e nossas opções quando verificamos que a criação geme em dores de parto (Rom 8,22), supondo a coragem de acolhermos o chamado à conversão para uma vida mais sóbria e humana. A tragédia no Japão, com suas cores cinzentas cada vez mais dramáticas, não pode nos deixar inertes.
A primeira vez que a Campanha da Fraternidade se dedicou ao tema da ecologia foi em 1979, com o lema ´Preserve o que é de todos. Em 2002, veio a Campanha que alertou sobre a Amazônia; dois anos depois, a Campanha de 2004 trabalhou a questão da água, e a Campanha de 2007 discutiu o tema Fraternidade e os Povos Indígenas, e com ênfase na questão da terra e dos seus cuidados.
Vivemos uma crise ambiental resultado da incompatibilidade dos tempos acelerados do produtivismo capitalista, com sua necessidade crescente de lucro e consumo, e os tempos mais lentos da natureza: os ritmos da vida e da biosfera são modulados por processos físico-químicos e biológicos que não se submetem ao ritmo do mercado. Com a Campanha que se inicia, as Igrejas e a sociedade terão uma nova oportunidade para refletir sobre a biodiversidade, o aquecimento global, o uso da energia, a preservação da Amazônia, a produção de alimentos.
A Campanha da Fraternidade nos convida a pensarmos ações concretas para reverter este quadro nos níveis pessoal, comunitário e de governo. Não podemos seguir vivendo uma crônica de catástrofes anunciadas, como ressaltou, em brilhante texto, publicado em O Estado de São Paulo em 23/01/11, que registro nos Anais da Casa, o professor da Universidade da Califórnia e Membro da Academia Nacional de Ciências e da Sociedade Filosófica Americana, Jared Diamond:
Os cinco fatores que levo em consideração ao tentar entender por que uma sociedade é mais ou menos propícia a entrar em colapso são, em primeiro lugar, o impacto do homem sobre o meio ambiente. (...)
O segundo fator é a mudança no clima local. Atualmente, essa mudança é global, e resultado principalmente da queima de combustíveis fósseis. O terceiro fator são os inimigos que podem enfraquecer ou conquistar um país. O quarto são os aliados. A maioria dos países hoje depende de parceiros comerciais para a importação de recursos essenciais. Quando nossos aliados enfrentam problemas e não são mais capazes de fornecer recursos, isso nos enfraquece. (...)
O último fator recai sobre a capacidade das instituições políticas e econômicas de perceber quando o país está passando por problemas, entender suas causas e criar meios para resolvê-los. (...)
Não há segredo sobre quais são os problemas: a queima exagerada de combustíveis fósseis, a superexploração dos pesqueiros no mundo, a destruição das florestas, e exploração demasiada das reservas de água e o despejo de produtos tóxicos. (...)
É a primeira vez na história que enfrentamos o risco de o mundo inteiro entrar em colapso. Hoje, até mesmo quando um país remoto, como a Somália ou o Afeganistão, entra em colapso, isso repercute ao redor do mundo. (...)
O argumento de que as mudanças climáticas que estamos presenciando hoje sejam apenas naturais é simplesmente ridículo. Tanto como aquele que nega a evolução das espécies. As evidências de que tais mudanças se devem a causas humanas são irrefutáveis. Os anos mais quentes registrados em centenas de anos se concentram nos últimos cinco que passaram. O planeta já enfrentou flutuações de temperatura no passado, mas nunca nos padrões registrados hoje.
Precisamos estar preparados para um número cada vez maior de tragédias humanas relacionadas a mudanças climáticas. O clima se tornará mais variável. O úmido será mais úmido e o seco, mais seco. (...)
O modo de vida do mundo não está em harmonia com as condições naturais deste próprio mundo. (...)
Agradeço a atenção.