quarta-feira, novembro 24, 2010

Estudantes da UNESP são vítimas de homofobia por parte de outros estudantes.

Carta Aberta do Grupo Interações:

É só o começo!

     Após o ocorrido na festa do dia 16/11, manifestamos nosso repúdio aos atos homofóbicos de várias formas, uma delas foi levando uma mensagem do que esperamos da sociedade. Em outra festa, no dia 18/11, usamos plaquinhas penduradas no pescoço, cada uma com um dizer: Amor, Liberdade, Igualdade, Direitos Humanos, Respeito e Paz. Claro que a aceitação não foi total, pois fomos discriminados novamente, e questionados quanto à invasão do espaço dos demais presentes na festa (??!!), e chegamos a ouvir a seguinte declaração: “a palavra respeito não significa nada para mim” (!!).
     Para nossa surpresa, no dia 20/11, em outra festa, os mesmos agressores carregavam plaquinhas com os seguintes dizeres: “eu adoro cacete” e “eu preciso de um companheiro”. Mostrando que a homofobia está mais do que presente em nossa universidade, pois as plaquinhas possuem uma clara demonstração pejorativa a respeito da orientação homossexual (por exemplo, se as plaquinhas se referissem às mulheres, seria uma clara demonstração de machismo). E mostrando ainda, que nossa mensagem não foi propriamente entendida.
    A intenção não era provocar ninguém, portanto obter uma manifestação em “resposta” não era nosso objetivo. Sabemos que começamos um processo, e não uma guerra. A transformação não vai ser fácil, pois construir o conceito de respeito em alguém, não é algo tão simples, mas estaremos aqui, fazendo o possível pela igualdade entre tod@s! Mesmo que seja preciso escrever um relato por dia, não deixaremos nenhuma forma de discriminação passar despercebida, é hora de dar um basta a tudo isso!

Grupo Interações – UNESP Botucatu

“E se tudo isso que você acha nojento for exatamente o que chamam de amor?” Caio Fernando de Abreu

domingo, novembro 21, 2010

Bicicletada por uma Ciclovia, dia 24 de novembro de 2010.

     Na próxima quarta (24), os estudantes da Unesp organizarão a última Bicicletada de 2010.
     Com os recentes debates e a visita de um curitibano especialista em ciclovias, precisamos mostrar às autoridades que a população de Rubião Jr. e Botucatu necessitam uma ciclovia que liga o distrito à cidade.
     É importante a participação de estudantes, trabalhadores e moradores!

Informações:
Saída da rotatória do Inca
Horario: 7:30
Destino: Rubião Jr.

Quem for a pé será igualmente bem vindo!
Pedale essa idéia! 
 Histórico:

     Na quarta-feita, 22 de setembro, Dia Mundial Sem Carro, estudantes da Unesp realizaram uma bicicletada na Rodovia Antonio Butignoli, que liga a cidade de Botucatu ao distrito de Rubião Jr. Além de ciclistas, manifestantes a pé também compareceram ao ato. O convite foi encaminhado a toda comunidade acadëmica da Unesp.
     O ato contou com a participação de 25 estudantes e um professor do Instituto de Biociëncias e foi realizado em reinvidicação às más condições em que a rodovia se encontra e à falta de uma ciclovia, além de divulgar a bicicleta como um meio não poluente e saudável de transporte.
     Foi a segunda vez neste ano que os estudantes se manifestaram em relação à construção de uma ciclovia, mas ja reivindicam há mais de dez anos.
     Recentemente foi aprovado a liberação de verba pelo Governo Federal, mas a construção não tem prazo de inicio. O Governo Estadual ainda não se manifestou.O distrito de Rubião Jr. fica a mais de 4 km da cidade de Botucatu e o transporte publico é precario, por isso diariamente muitas pessoas trafegam perigosamente, tanto a pé quanto de bicicleta, pelos acostamentos da Rodovia Antonio Butignoli. Durante a bicicletada realizada no dia 22 de setembro (Dia Mundial Sem Carro), flagramos alguns desses casos.
     No fim do ano passado um "catador" foi atropelado quando voltava para Rubião durante a noite. Alguns dias antes um estudante do curso de Biologia foi atropelado quando voltava da Unesp, ficando gravemente ferido. Há conhecimento de outros casos, mas falta documentação.








sexta-feira, novembro 12, 2010

Maiakovski, Tiririca e os fascistas

Identidades, Racismo e Discrimação

Por Edinho Silva - 06.11.2010

"Na primeira noite, eles se aproximam e colhem uma flor de nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam nosso cão. E não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada." Este poema é creditado ao poeta russo Maiakovski.
Aproximando Maiakovski das eleições presidenciais em 2010 no Brasil poderíamos pensar em algo do tipo: "No primeiro turno eles ocupavam os espaços dos comentários de artigos e notícias na internet e estavam ainda timidamente nas redes sociais com seu ranço de intolerância. E não dissemos nada. No segundo turno eles saíram dos bastidores dos comentários e avançaram sobre as redes sociais e ousaram ir às praças públicas com seu ódio e preconceito. E não dissemos nada. Após o segundo turno...".
Bem, após o segundo turno, felizmente, eles amargaram o gosto de uma derrota e se dedicam a destilar seu fascismo, agora de forma mais aberta e virulenta, como se o Brasil tivesse lhes dado o direito a exercitar publicamente sua fúria xenófoba. "Culpam" o nordeste pela derrota de Serra. Imaginem ganhando as eleições, o que fariam com sua arrogância triunfante?
No PSOL estive entre os dirigentes que, para o segundo turno, aprovaram a resolução de "Nenhum voto a Serra". Como já expus em outros textos, não se tratava de opção por alguma grande diferença programática entre os candidatos Serra e Dilma. Tratava-se, e hoje se confirma com letras garrafais, de visualizar quais forças sociais estavam por trás de cada candidatura e o que representavam estas forças.
Serra utilizou-se ou permitiu que uma nuvem fascista se instalasse nas hostes que apoiavam abertamente a sua candidatura. Forças anti-republicanas, de pensamento medieval, forças estranhas à nossa multiculturalidade, fundamentalistas, intolerantes. Forças que hoje estão mostrando sua face claramente criminosa inclusive, como a estudante de Direito Mayara Petruso, que convoca pelo twitter os seus pares a matar nordestinos por afogamento. Mayara é só a ponta do iceberg, que ganhou notoriedade por que a OAB está a enquadrando e processando.
Tenho certeza que figuras como Jarbas Vasconcelos, Raul Henry e Raul Jungmam, só para citar alguns, apoiadores de Serra aqui em Pernambuco, não compactuam de forma alguma com estas movimentações xenófobas. Acho inclusive que seria de bom tom que os políticos nordestinos que apoiaram Serra se diferenciassem neste momento, em defesa do nordeste e do povo nordestino.
Seria bom dizer aos signatários do "Movimento São Paulo para os Paulistas", por exemplo, setor organizado que discrimina o nordeste e os nordestinos, que não é o Sul/Sudeste que sustenta o nordeste, mas o contrário. No nordeste somos pelo menos 28,8% da população do Brasil, mas, contrariando a Constituição Federal, só recebemos cerca de 14% dos recursos do Orçamento Geral da União. Somos roubados!
Bom seria também dizer que as mercadorias produzidas em São Paulo e outros estados do sul/sudeste são consumidas em boa medida no nordeste e norte, mas os impostos são cobrados na origem e não no destino, portanto, somos financiadores da suposta riqueza do sul/sudeste. Para mim, outro roubo!
Seria bom dizer ainda que as duas maiores obras do governo Lula no nordeste, a Transposição do São Francisco e a Ferrovia Transnordestina, juntas, não chegam a R$ 10 Bilhões de investimentos, enquanto uma única obra entre São Paulo e Rio de Janeiro, o Trem Bala, nasce orçada em cerca de R$ 34 Bilhões. Quem está financiando quem nesta história toda?!
É chato que eu, do PSOL, tenha que dizer isto, mas este povo que destila tanto ódio precisa pegar uma calculadora e somar os votos do sudeste para ver que Serra perdeu nesta região, pois a derrota em Minas Gerais e Rio de Janeiro foi quase elástica. Vão querer matar por afogamento os mineiros e fluminenses também?
Juro que não ia entrar neste assunto, mas não consigo me conter. E o Tiririca? Foi eleito com o voto dos nordestinos também? Vão afogar 1,3 milhão de eleitores que votaram no Tiririca? E os quase 500 mil eleitores que votaram no Maluf, figura procurada pela Interpol e ficha-suja até a medula? Vão mandar afogar também?
Felizmente, pelas vias que se tinha em mãos, o povo brasileiro deu sua resposta a este sentimento menor e odioso. Agora, nós do PSOL vamos fazer oposição popular, parlamentar, de esquerda e republicana, com muita dignidade, ao governo Dilma. Com relação aos fascistas, aqueles que ainda não aprenderam a lidar com os direitos humanos e a convivência harmoniosa entre diferentes, espero que se enfiem, profundamente, nas grutas do submundo de seus pseudônimos e reuniões secretas.

Edilson Silva é presidente do PSOL-PE

sexta-feira, novembro 05, 2010

Ruralistas querem votação do Código Florestal. Bancada ambientalista organiza resistência

     A Frente Parlamentar da Agropecuária não perdeu tempo e, apenas três dias após o segundo turno das eleições, traçou estratégias para votar, ainda neste mês, o projeto que modifica o Código Florestal (PL 1876/99). A proposta foi aprovada por comissão especial em julho.
    Reunidos ontem (3) em um restaurante de Brasília, parlamentares ruralistas definiram que iriam conversar com as lideranças partidárias para que a proposta seja incluída na pauta do Plenário. Segundo o deputado Luís Carlos Heinze (PP-RS), o objetivo é aprovar, sem modificações, o texto do relator na comissão especial, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP).
    A depender da bancada ambientalista, no entanto, a proposta não será votada neste ano. “Vamos organizar a guerra de guerrilha”, comparou o deputado Ivan Valente (PSOL-SP), analisando o movimento de resistência que terá que ser construído. Ele e deputado Sarney Filho (PV-MA) lembram que tanto a presidente eleita, Dilma Rousseff, quanto o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), se comprometeram a não votar uma versão do Código que autorizasse novos desmatamentos ou anistiasse desmatadores.
     “Acho que essa votação neste ano está encerrada”, disse Sarney, coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista. O texto de Aldo Rebelo, segundo o deputado do PV, poderia ser mais um ponto na discussão, mas não o único.
     Defendido por ruralistas e criticado por ambientalistas, o relatório de Aldo Rebelo prevê, entre outros pontos polêmicos, que propriedades até quatro módulos fiscais não precisarão cumprir os percentuais mínimos de preservação. A proposta prevê, ainda, que as terras em uso até julho de 2008 serão reconhecidas e regularizadas.
     Na próxima semana, os líderes devem se reunir para definir a pauta do Plenário. Os trabalhos na Câmara estão trancados por dez medidas provisórias, que, por estarem com prazo de votação vencido, impedem a análise de outros projetos.
    “O Brasil acaba de firmar um compromisso internacional, na COP 10, no Japão, de ampliar a proteção à biodiversidade e reduzir as áreas desmatadas. Querer votar o projeto do Código Florestal como ele foi aprovado na Comissão Especial vai totalmente na contramão deste compromisso. Vamos resistir e nos preparar para mais esta batalha”, afirmou Ivan Valente


* Com informações da Agência Câmara

quinta-feira, novembro 04, 2010

Divulgada a lista dos melhores parlamentares de 2010

     A bancada do PSOL mostrou mais uma vez sua importância na Câmara dos Deputados. Entre os 5 melhores deputados do país, estão os três parlamentares do PSOL: Ivan Valente, Chico Alencar e Luciana Genro. O prêmio, concedido pelo site Congresso em Foco, será entregue no dia 22 de novembro, em Brasília. A disputa pelos votos dos internautas para premiar os melhores parlamentares acabou a meia noite desta segunda-feira (1º/11).

     O deputado Chico Alencar ficou em primeiro lugar. A disputa foi eletrizante nos momentos finais. Só foi decidida nos últimos votos. Até sexta-feira (29), a bancada do PSOL ocupava os três primeiros lugares. Porém, o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR) conseguiu superar Luciana Genro e Ivan Valente. Em quinto lugar ficou a deputada Manuela D´Ávila (PCdoB-RS).

    O deputado Ivan Valente agradeceu os 2497 votos que recebeu dos internautas e o reconhecimento do seu trabalho demonstrado pelos jornalistas que cobrem o Congresso. Foi a quarta vez consecutiva que Ivan Valente ficou entre os finalistas do Prêmio. “Vamos honrar este apoio fazendo um mandato ainda melhor nos próximos quatro anos”, afirmou.

    O melhor senador brasileiro é Cristovam Buarque (PDT-DF), que repetiu o desempenho do ano passado. Ele recebeu a aprovação de 4.128 internautas. Depois dele, veio a senadora Marina Silva (PV-AC). Em terceiro lugar ficou Eduardo Suplicy (PT-SP).

Com informações do site Congresso em Foco.

terça-feira, novembro 02, 2010

Prosa

O Analfabeto Político


"O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo.”

Bertolt Brecht
Grupo de Estudo: Manifesto Comunista

Sábado dia 06 de Novembro as 15h00min
Rua João Passos, nº 919, Centro, Botucatu-SP

Reunião PSOL BOTUCATU:

Sábado dia 06 de Novembro as 16h00min
Rua João Passos, nº 919, Centro, Botucatu-SP

domingo, outubro 24, 2010

Saci ou Smurff? Eis a questão?



Por: Érick Facioli

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

     Essa é demais: tucanaram o Saci. Qual é o limite da mesquinharia?

     Eu já vi muita coisa na minha vida, mas essa aqui é demais. Qual é o limite da mesquinharia? Descobri que vai longe. Depois de tentarem colocar o Saci de Botucatu no ostracismo, os tucanos me surpreenderam de novo. Agora, resolveram mudar a cor da touca do Saci. Alguém aí já viu Saci com touca azul? Pois é, mas em Botucatu, isso aconteceu. Monteiro Lobato, o criador do personagem, deve estar dando mortal de costas em seu túmulo.

     Primeiro, o atual governo municipal tentou acabar com o Festival Nacional do Saci por puro revanchismo, só porque foi criado pelo ex-secretário Wilson Nakamoto em 2001 durante o primeiro governo do PT. Com a resistência da sociedade, foram obrigados a voltar com o evento. É bem verdade que, sem o apoio governamental que era dado anteriormente. Vale lembrar que tem gente no governo municipal que acha que "saci" é coisa do "demo". Segundo, misturaram política ou melhor "politicagem" com folclore brasileiro.

     No twitter, a falta de bom senso de quem tomou essa medida já virou hit. Tem gente dizendo que o Saci virou um Smurff.

     Se eu fosse irônico - todo mundo sabe que não sou - diria: Parabéns, formos surpreendidos de novo!

     Érick Facioli - Defensor do Saci, da cultura e do folclore brasileiro, independentemente da minha orientação política.

     Nós do núcleo do PSOL Botucatu reiteramos todas as palavras presentes nesse artigo e nos colocamos, também, em defesa do Saci, da cultura e do folclore brasileiro.

NOTA OFICIAL – FESTIVAL NACIONAL DO SACI

     O prefeito de Botucatu, João Cury Neto, vem a público manifestar sua discordância com a indevida descaracterização de um dos mais conhecidos personagens do Folclore Brasileiro, evidenciada no material de divulgação do Festival Nacional do Saci, que acontecerá nos dias 23 e 24 deste mês, em nosso município.
     Mais do que discordar e lamentar o ocorrido, o Chefe do Executivo determinou que providências sejam tomadas a fim de que situações como essa não voltem a ocorrer.



Botucatu, 22 de outubro de 2010.


JOÃO CURY NETO
Prefeito Municipal de Botucatu

sexta-feira, outubro 22, 2010

Teste: Descubra se você é um alienado

Responda apenas SIM ou NÃO e anote.

1. Você acha que realmente foi o Bin Laden quem derrubou as torres gêmeas?

2. Você acha que Hugo Chavez é um ditador sem escrúpulos?

3. Você acha que o Fidel é um milionário?

4. Você acha que só os EUA podem pacificar o mundo?

5. Você acha que o Irã e suas pesquisas nucleares são uma ameaça a paz mundial?

6. Você acha que os países desenvolvidos conseguiram esse status sem explorar outras nações?

7. Você acha que as tropas brasileiras estão no Haiti só para pacificar e ajudar os haitianos?

8. Você acha que a globalização só trás o bem estar e que graças a ela o mundo é um lugar melhor?

9. Você acha que banqueiros, latifundiários e mega empresários merecem ser ricos, pois se esforçaram muito enquanto o resto não fazia nada?

10. Você acha que tudo é culpa exclusiva dos políticos e que não tem nada a ver com essas questões?

Conte quantas respostas SIM você teve e veja a sua classificação:

De 0 a 2: Parabéns: você não é um alienado, sinal que você é uma pessoa que tem se esforçado para enxergar o mundo realmente como ele é e não pelas lentes da imprensa marrom.

De 3 a 5: Legal: você não é um alienado por completo e vem aprendendo coisas novas todos os dias, buscando escapar das influências do sistema.

De 6 a 8: Cuidado: você está a beira da alienação completa, anda vendo muita televisão, lendo muito a Veja e a Folha de São Paulo, está na hora de procurar outras fontes de informação e refletir com os amigos.

9 ou 10: Alarmante: você está completamente alienado, pode cair uma bomba atômica ao seu lado e você nem vai perceber e, se bobear, você vai continuar vivo como as baratas.


Independente da sua colocação participe conosco de nossas reuniões e grupo de estudos.

Reunião PSOL BOTUCATU:

Sábado dia 23 de Outubro as 15h00min

Rua João Passos, nº 919, Centro, Botucatu-SP

Grupo de Estudo: Manifesto Comunista

Sábado dia 23 de Outubro as 16h00min

Rua João Passos, nº 919, Centro, Botucatu-SP

sexta-feira, outubro 15, 2010

Resolução da Executiva Nacional do PSOL sobre o 2º turno

NENHUM VOTO EM SERRA!

        O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) mereceu a confiança de mais de um milhão de brasileiros que votaram nas eleições de 2010. Nossa aguerrida militância foi decisiva ao defender nossas propostas para o país e sobre ela assentou-se um vitorioso resultado.

        Nos sentimos honrados por termos tido Plínio de Arruda Sampaio e Hamilton Assis como candidatos à presidência da República e a vice, que de forma digna foram porta vozes de nosso projeto de transformações sociais para o Brasil. Comemoramos a eleição de três deputados federais (Ivan Valente/SP, Chico Alencar/RJ e Jean Wyllys/RJ), quatro deputados estaduais (Marcelo Freixo/RJ, Janira Rocha/RJ, Carlos Giannazi/SP e Edmilson Rodrigues/PA) e dois senadores (Randolfe Rodrigues/AP e Marinor Brito/PA). Lamentamos a não eleição de Heloísa Helena para o senado em Alagoas e a não reeleição de nossa deputada federal Luciana Genro no Rio Grande do Sul, bem como, do companheiro Raul Marcelo, atual deputado estadual do PSOL.

        Em 2010 quis o povo novamente um segundo turno entre PSDB e PT. Nossa posição de independência não apoiando nenhuma das duas candidaturas está fundamentada no fato de que não há por parte destas nenhum compromisso com pontos programáticos defendidos pelo PSOL. Sendo assim, independente de quem seja o próximo governo, seremos oposição de esquerda e programática, defendendo a seguinte agenda: auditoria da dívida pública, mudança da política econômica, prioridade para saúde e educação, redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, defesa do meio ambiente, defesa dos direitos humanos segundo os pressupostos PNDH3, reforma agrária e urbana ecológica e por ampla reforma política – fim do financiamento privado e em favor do financiamento público exclusivo, como forma de combater a corrupção na política.

       No entanto, O PSOL se preocupa com a crescente pauta conservadora introduzida pela aliança PSDB-DEM, querendo reduzir o debate a temas religiosos e falsos moralismos, bloqueando assim os grandes temas de interesse do país. Por outro lado, esta pauta leva a candidatura de Dilma a assumir posição ainda mais conservadora, abrindo mão de pontos progressivos de seu programa de governo e reagindo dentro do campo de idéias conservadoras e não contra ele. Para o PSOL a única forma de combatermos o retrocesso é nos mantermos firmes na defesa de bandeiras que elevem a consciência de nosso povo e o nível do debate político na sociedade brasileira.

        As eleições de 2002 ao conferir vitória à Lula trazia nas urnas um recado do povo em favor de mudanças profundas. Hoje é sabido que Lula não o honrou, não cumpriu suas promessas de campanha e governou para os banqueiros, em aliança com oligarquias reacionárias como Sarney, Collor e Renan Calheiros. Mas aquele sentimento popular por mudanças de 2002 era também o de rejeição às políticas neoliberais com suas conseqüentes privatizações, criminalização dos movimentos sociais – que continuou no governo Lula -, revogação de direitos trabalhistas e sociais.

        Por isso, o PSOL reafirma seu compromisso com as reivindicações dos movimentos sociais e as necessidades do povo brasileiro. Somos um partido independente e faremos oposição programática a quem quer que vença. Neste segundo turno, mantemos firme a oposição frontal à candidatura Serra, declarando unitariamente “NENHUM VOTO EM SERRA”, por considerarmos que ele representa o retrocesso a uma ofensiva neoliberal, de direita e conservadora no País. Ao mesmo tempo, não aderimos à campanha Dilma, que se recusou sistematicamente ao longo do primeiro turno a assumir os compromissos com as bandeiras defendidas pela candidatura do PSOL e manteve compromissos com os banqueiros e as políticas neoliberais. Diante do voto e na atual conjuntura, duas posições são reconhecidas pela Executiva Nacional de nosso partido como opções legítimas existentes em nossa militância: voto crítico em Dilma voto nulo/branco. O mais importante, portanto, é nos prepararmos para as lutas que virão no próximo período para defender os direitos dos trabalhadores e do povo oprimido do nosso País.

segunda-feira, outubro 11, 2010

Novo Código Florestal

     O Código Florestal Brasileiro é um dos mais avançados na questão ambiental, e seríamos um Estado exemplar, se fossem rigorosamente cumpridas suas exigências, mas o que observamos são grandes proprietários rurais descumprindo as leis e avançando com a soja e o gado na Amazônia e com imensas áreas de eucalipto no Sul. Com a tendência mundial de preservação, houve pressão para que os grandes ruralistas cumprissem as leis. Em resposta a isso a bancada ruralista do Congresso Nacional, encabeçada pela senadora Kátia Abreu (DEM-TO) e com respaldo do Governo Federal que indicou o relator da reforma, deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP), propôs mudanças no Código Florestal, incluindo anistia a todos os produtores rurais que cometeram crimes ambientais até julho de 2008. Assim, áreas que não cumprem a função social e, de acordo com a Constituição, deveriam ser desapropriadas para fins de Reforma Agrária, continuarão nas mãos dos grandes latifundiários.

     As Organizações Não Governamentais ambientalistas e de luta pela terra são contrárias às mudanças apresentadas na reforma do Código Florestal, lido parcialmente pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) em 08 de junho, na Câmara dos Deputados. No documento consta a flexibilização da legislação ambiental, com delegação de mais poderes aos Estados, regionalizando as decisões e favorecendo os ruralistas influentes em seus Estados. Segundo a WWF-Brasil, o documento é um retrocesso que, se aprovado, resultará em mais desmatamento. O Greenpeace se pronunciou também contrário ao relatório de Aldo Rebelo, pois afirmam que o parecer deixa de reconhecer as florestas como um bem público, e isso gerará desmatamento.

     Com o término das eleições, esse debate volta a borbulhar nos salões nobres do Congresso Nacional, onde o projeto já foi aprovado em Comissão da Câmara e parte agora para o plenário. Apesar da bancada ruralista, de oposição e ligada ao Governo Federal, ter aumentado para cerca de 90 parlamentares, entre deputados e senadores, ela perdeu representantes radicais como Valdir Colatto (PMDB-SC) e Germano Bonow (DEM-RS), críticos ferrenhos da legislação ambiental. No entanto, se robusteceu com políticos como o ex-governador do MT Blairo Maggi (PR-MT), senhor da soja no Brasil e Prêmio Motosserra do ano em seu Estado, Reinhold Stephanes (PMDB-PR), ex-ministro da agricultura do Lula, Paulo Cesar Quartiero (DEM-RR), porta-voz dos arrozeiros de RR contra a demarcação da reserva indígena Raposo / Serra do Sol, e Nelson Padovani (PSC-PR), empresário do setor de máquinas agrícolas. A bancada ambientalista, apesar da farsa da “onda verde”, se manteve a mesma. Mas possui entre seus representantes o deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP), que fez defesa veemente e coerente do atual código e atacou o relatório apresentado pelo deputado do PCdoB, inclusive atrasando o trâmite do processo com pedidos de vista e solicitação de mais debates. Por sua atuação como parlamentar, incluindo sua luta contra o Novo Código Florestal, Ivan se reelegeu com quase 190.000 votos, sendo um dos deputados mais votados de SP e em Botucatu com crescimento de 230% em comparação á sua votação em 2006. Enquanto isso, o governista e novo guru dos ruralistas Aldo Rebelo, relator do projeto e homem de confiança de Lula, mesmo com apoio da máquina, do presidente Lula e da preferência à sua candidatura em seu partido, se reelegeu com quase 50.000 votos a menos do que na eleição de 2006.

     Frente a essa realidade, nós do PSOL Botucatu apoiamos e consideramos de grande importância a discussão sobre o Código Florestal que ocorrerá dia 14 de outubro das 08 às 18hs, quinta-feira, na UNESP – Lageado - FCA – Botucatu.